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Hoje, uma mulher veio ao banco para liquidar antecipadamente a sua dívida e começou a chorar mesmo em frente ao meu balcão. Ao início, pensei que tivesse acontecido alguma coisa. Depois vi o montante na conta dela. 🤯 Chamo-me Tiago, tenho 34 anos e trabalho há quase sete anos num banco no Porto, Portugal. Ao longo destes anos, já vi todo o tipo de situações, mas vou lembrar-me durante muito tempo da cliente que entrou hoje. Chamava-se Emma. Aproximou-se do meu balcão e colocou alguns documentos à minha frente. — Quero liquidar a dívida toda. Abri os dados dela. Montante em dívida: 14 870 €. — Quer fazer o pagamento habitual ou liquidar o valor total? — Tudo. Voltei a olhar para o ecrã. — 14 870 € num único pagamento? Ela acenou com a cabeça. Comecei a processar a operação. E, de repente, Emma tapou o rosto com as mãos e começou a chorar. Fiquei sem saber o que fazer. — Está tudo bem? Ela precisou de alguns segundos para se acalmar. Depois olhou para mim. — Sim. É só que esperei dois anos pelo dia em que finalmente visse um zero aqui. Foi aí que fiquei curioso. Enquanto o sistema processava a operação, começámos a conversar. Percebi que a dívida não tinha surgido por causa de um carro novo ou de umas férias. Ela simplesmente não tinha dinheiro suficiente para viver. Emma criava a filha sozinha. Renda da casa. Eletricidade. Alimentação. Despesas da escola. Depois, a máquina de lavar avariou. Mais tarde, o carro precisou de uma reparação. Primeiro, começou a recorrer ao cartão de crédito. Depois pediu um pequeno empréstimo para pagar o que devia no cartão. Alguns meses mais tarde, teve de voltar a pedir dinheiro emprestado. — Houve uma altura em que recebia o ordenado e já sabia que praticamente tudo ia desaparecer em contas e dívidas. Ainda tinha quase 15 000 € por pagar. Perguntei: — Então como é que hoje consegue liquidar tudo de uma só vez? Emma olhou para mim e sorriu. — Se lhe contar, não vai acreditar. Pegou no telemóvel. Algumas semanas antes, estava em casa, à