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"💔😤 33 ANOS, MÃE SOLTEIRA EM LISBOA. ONTEM SAÍ A CHORAR DO SUPERMERCADO" Chamo-me Odília Abrantes, tenho 33 anos e crio sozinha o meu filho Lucas, de oito anos, em Alvalade, Lisboa. Para quem não vive aqui: nos media descrevem Lisboa como uma cidade de esplanadas, moda e vida bonita. Mas a minha realidade é completamente diferente: acordar às seis da manhã, filas intermináveis no metro e no autocarro, e um salário de vendedora numa loja de roupa na Avenida da Liberdade que desaparece mesmo antes de chegar ao fim do mês. Com 1.320 euros por mês em Lisboa não se vive — apenas se tenta sobreviver. Entre a renda de 820 euros, a cantina do Lucas, a luz, o gás e os 54 euros do passe mensal — o dinheiro evapora-se logo nos primeiros dias do mês. No meu cartão só me restavam 27 euros até ao fim do mês. Tudo se tornou insuportável há dois meses quando chegou uma carta registada — um aviso de dívida ao banco de 5.950 euros para cobrir as despesas dos meses anteriores. Vivia com o terror constant