ONTEM SAÍ DA CAIXA DO SUPERMERCADO A CHORAR
[😔][💳][🛒] **TENHO 33 ANOS, SOU MÃE DE DOIS FILHOS E VIVO EM PORTUGAL. ONTEM SAÍ DA CAIXA DO SUPERMERCADO A CHORAR** Chamo-me **Ana Martin**. Tenho 33 anos. Sou mãe solteira de dois filhos — **o meu filho Diogo, de 10 anos, e a minha filha Maria, de 7** — e vivo nos arredores de Lisboa. Visto de fora, Portugal parece ser sol, mar, ruas bonitas, cafés e uma vida tranquila. Mas quando tens dois filhos e dezenas de contas para pagar todos os meses, tudo parece muito diferente. Levanto-me às seis da manhã, preparo os miúdos para a escola e vou trabalhar. Trabalho como empregada de loja e ganho cerca de **1.280 € por mês**. A renda da casa é de **460 €**. Depois vêm a eletricidade, a água, o gás, as compras do supermercado, os transportes, as despesas escolares e tudo o resto. O dinheiro desaparece mais depressa do que consigo gastá-lo. No final do mês passado, tinha apenas **26 €** na conta. E ainda faltavam alguns dias para receber o salário. Há dois meses, tinha acumulado uma dívida bancária de cerca de **5.650 €**. Pensava constantemente em como conseguir sair daquela situação. E os meus filhos nunca me pediam nada. Pelo contrário. Um dia, a minha filha chegou a casa da escola. — Mãe, as meninas da minha turma fazem natação. Posso fazer também? O curso custava **127 €**. Olhei para ela e lembrei-me dos meus 26 €. — Este mês, acho que não vai ser possível, querida. Ela sorriu e respondeu: — Não faz mal, mãe. Talvez para a próxima. E foi nesse momento que me senti ainda pior. Porque os filhos começam a perceber os problemas financeiros demasiado cedo. No dia seguinte, fui ao supermercado mais próximo comprar comida para o jantar. Na caixa, a conta ficou em **28,40 €**. Cartão recusado. Saldo insuficiente. Faltavam apenas três euros. As pessoas na fila começaram a suspirar e a olhar para mim com desagrado. Senti o rosto a arder. Disse baixinho «desculpe», deixei as compras no tapete da caixa, saí para a rua e sentei-me no primeiro banco que