Кадр выше наш. Полное медиа с Facebook запрошено — подставим его сюда, как только приедет.
Só me restavam 45€ na conta. 👇 A carrinha estava na oficina, a reparação passava dos 2.700€ e as chamadas das cobranças já começavam logo de manhã. Foi nessa noite que tudo mudou. Chamo-me Miguel, tenho 35 anos e trabalho na construção civil. Sou pedreiro. Um trabalhador normal. Há quase 9 anos que vivo disto: obras, ferramentas, deslocações, horas extra, frio, chuva e muita pressão. Quando havia trabalho, até ganhava bem. Às vezes 2.400€. Em meses melhores, quase 2.900€. Mas a minha companheira estava sem trabalho e nós achámos que íamos aguentar uns meses, até ela encontrar alguma coisa em part-time. Depois veio aquele inverno. Chuva atrás de chuva. Obras paradas. Pagamentos atrasados. A empresa com quem eu trabalhava começou a empurrar o meu pagamento de semana para semana. “Problemas de tesouraria”, diziam eles. Só que as minhas contas não esperavam. A renda não esperava. A comida não esperava. E ainda por cima o senhorio aumentou a renda em 150€. Começámos a cortar em tudo. No supermercado. No aquecimento. Nas saídas. Em coisas básicas. Até que a carrinha avariou. Embraiagem e caixa de velocidades. Orçamento: 2.700€. Quem trabalha em obras sabe: sem carrinha, não és ninguém. Não levas ferramentas. Não chegas às obras. Não trabalhas. Cada dia que ela ficava parada era dinheiro a desaparecer. Primeiro aguentei com cartão de crédito. Depois com descoberto. Depois tive de pedir crédito. Eu dizia a mim mesmo: “Arranjo a carrinha, volto ao trabalho e pago tudo.” Mas os juros começaram a comer-me vivo. As dívidas subiam. As chamadas não paravam. E à noite eu ficava acordado a pensar: “Como é que a minha vida chegou aqui?” Numa dessas noites, estava deitado, sem conseguir dormir, a fazer scroll no telemóvel. Vi uma conversa sobre uma aplicação. Algumas pessoas diziam que tinham conseguido ganhar dinheiro lá. A minha primeira reação foi rir. “Mais uma treta da internet.” Mas, naquele momento, eu estava tão cansado que pensei: “Vou testar uma vez. Só uma.” Tinha pouco di