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💔😢 33 ANOS, MÃE SOLTEIRA EM LISBOA. ONTEM SAÍ A CHORAR DO SUPERMERCADO Chamo-me Inês Matos, tenho 33 anos e crio sozinha o meu filho Tomás, de oito anos, em Almada, perto de Lisboa. Para quem não vive aqui: nos meios de comunicação, Lisboa aparece sempre como uma cidade de esplanadas, sol, turistas e boa vida. Mas a minha realidade é completamente diferente: o despertador às seis da manhã, esperas intermináveis pelo metro e pelo autocarro, e um salário de empregada numa loja de roupa na zona da Baixa que desaparece antes sequer de chegar à conta. Com 1 180 € por mês em Lisboa não se vive — apenas se tenta sobreviver. Entre a renda que subiu para 760 €, a escola do Tomás, a luz, o gás e os 40 € do passe Navegante, o dinheiro evapora-se logo nos primeiros dias do mês. No cartão restavam-me apenas 27 euros para aguentar até ao fim do mês. Tudo se tornou insuportável há dois meses, quando recebi uma carta registada do tribunal: uma notificação de uma dívida ao banco de 5 950 € que e