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Chamo-me Cátia Rodrigues e tenho 31 anos. Sou do Brasil, vivo no Porto e crio sozinha o meu filho Mateus, que tem sete meses ❤️. O pai do Mateus foi-se embora antes de ele nascer. Quando eu estava grávida de sete meses, disse-me que não estava preparado para ser pai. Algumas semanas depois, desapareceu das nossas vidas. Os meus pais continuam no Brasil, por isso, no dia a dia, tenho de me desenrascar sozinha. Antes de engravidar, trabalhava num pequeno café no Porto. Depois de o meu filho nascer, não consegui voltar a trabalhar a tempo inteiro. Agora aceito os trabalhos que vão aparecendo: limpo apartamentos, lavo e passo roupa a ferro e, de vez em quando, tomo conta de outras crianças. O dinheiro mal chega. Renda, luz, leite em pó para bebés, fraldas, comida, medicamentos… Há muito tempo que tento gastar o mínimo comigo. O importante é que não falte nada ao Mateus. Mas, quando ele fez quatro meses, aconteceu aquilo que eu mais temia. Uma noite, a febre subiu-lhe para quase 40 g