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😔💳🛒 33 ANOS, MÃE A SOLO EM LISBOA. HÁ DUAS SEMANAS SAÍ DO SUPERMERCADO A CHORAR Chamo-me Laura Martin. Tenho 33 anos e crio sozinha a Sofia, de oito anos, em Chelas. Quem não vive esta realidade acha que basta ter trabalho, receber o abono de família e ir fazendo contas. Eu levanto-me às seis da manhã, passo demasiado tempo entre os autocarros da Carris e o metro e trabalho como empregada de loja numa loja de roupa na Avenida de Roma. O dinheiro desaparece antes de eu conseguir respirar. No meu orçamento mensal, tinha 678,37 euros disponíveis. Com esse dinheiro, em Lisboa, não vivia. Sobrevivia. A renda do quarto onde vivíamos — 335,44 euros. As refeições da Sofia na escola — 78,71 euros. A luz e o gás — 71,21 euros. Os transportes — 17,43 euros. O resto ia para comida, detergente e material escolar. No fim do mês, sobravam-me 25,67 euros. Demasiado pouco para aguentar até ao próximo ordenado. Há dois meses, chegou uma carta do tribunal. Uma dívida ao banco: 5 575,02 euro