Design: Die Kunst der Schaffung von Komfort und Ästhetik
Tatuei o Luís Figo nas costas de uma mulher… e poucas horas depois despedi-me do meu emprego. 🤯 Chamo-me Tiago, sou tatuador em Lisboa. Faço isto há nove anos e, sinceramente, achava que já tinha ouvido todos os pedidos absurdos de tatuagens possíveis. Até hoje. Entrou no estúdio uma mulher chamada Marta e perguntou-me: — Consegues tatuar o Luís Figo na parte de baixo das minhas costas? Comecei logo a rir. — Espera. Estás a falar a sério? O Figo? Mesmo o Luís Figo? Ela revirou os olhos. — Sim. É uma história longa. E, porra… era mesmo. Uns dias antes, a Marta precisava urgentemente de 2.000 €. Em vez de ir ao banco pedir um empréstimo, mandou mensagem a um amigo, o Miguel, a perguntar se ele lhe conseguia emprestar o dinheiro. Mas, em vez de lhe mandar uma transferência, o Miguel enviou-lhe um link para uma plataforma de jogos online. — Experimenta isto. Se calhar nem vais precisar de me pedir dinheiro. A Marta achou logo que lhe tinham roubado a conta. Ou que ele estava simplesmente a gozar com ela. Então o Miguel fez-lhe uma aposta. — Se em três dias conseguires passar dos 5.000 €, tatuas o Figo e mandas-me uma fotografia. Se não conseguires, eu pinto o cabelo de cor-de-rosa e dou-te os 2.000 €. Sem empréstimo. Ficas com eles. Quando a Marta me contou isto, voltou a rir-se. — Pensei: pronto, que se lixe. Experimento. Meti lá uma quantia pequena… e no segundo dia apareceu uma ronda de bónus completamente absurda. No final, o saldo mostrava mais de 6.000 €. O problema dela estava resolvido. E o Miguel tinha ganho a aposta. — Bem — disse ela, deitando-se na marquesa. — Uma aposta é uma aposta. Eu mal conseguia manter a cara séria. Mas ela estava mesmo decidida. Por isso fiz a tatuagem. Um pequeno retrato do Luís Figo, em preto e cinzento, na parte inferior das costas. Nada exagerado. Bem feito, com algum sombreado, para parecer uma tatuagem real e não uma fotografia colada à pele. Quando terminámos, a Marta viu o resultado ao espelho, s