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🔴 Tive tanta vergonha de pedir ajuda… 🔴 O meu nome é Beatriz Pacheco. Tenho 32 anos e vivo em Lisboa, Portugal, num pequeno apartamento arrendado. Sou mãe solteira. O pai às vezes envia pensão de alimentos… quando se lembra. Às vezes 120 €. Outras vezes nada. Trabalho como caixa num supermercado. De pé o dia inteiro, às vezes 9 ou 10 horas seguidas. Sorrio para clientes que gastam 200–300 €, enquanto eu conto cada euro duas vezes. Sim, recebo abono de família e uma pequena ajuda. Mas até criares um filho sozinho, não consegues realmente entender. O dinheiro nunca chega. Escola. Roupas. Transportes. Contas. Comida. A renda do nosso pequeno T2: 1.300 €/mês. Depois eletricidade, água, seguros, compras… E no fim do mês, quase nada sobra. No mês passado, os sapatos da Leonor já estavam pequenos. A sola estava literalmente a soltar-se. Ela ficou no corredor e sussurrou: — Mamã… os colegas na escola gozam comigo. Sorri. Disse-lhe que íamos comprar novos. Mas sabia que só tinha 40 € na conta